Minha lista de blogs

15 março, 2010

Lt Collins st


Lt Collins st
Upload feito originalmente por Zépedro

"estupidamente azul"

03 março, 2010

Infamous poem

Hmm...
I am.
Am I?
Oh my!
I am...

About people

I pretty much prefer to write about people who do not exist - they are far more real!

Foreigner

I was born and grown up
then I was me: a foreigner
                    
                       at home...
                                     
                                         anywhere!

Nowhere me

Nowhere me, nowhere me:
How are you?
Nowhere me, nowhere me:
What is it? What do you look for?
Nowhere me, nowhere me:
Why don't you find your way?
Nowhere me, nowhere me:
When will you mak up your mind?
Nowhere me, nowhere me:
Where are you from, where are you going to?

18 fevereiro, 2010

Carolina

She arches her lips and laughs at me
She falters some feelings that I cannot mean
She comes to me and stares at him
She annoys me just for being
She loves me when I get sick
She ignores me when she's with him
She taps my face for my irritation
She taps my face bringing me joy
She says she misses me
She never says to me 'good bye'.

27 dezembro, 2009

Azul


azul
Upload feito originalmente por Zépedro



Quando uma tarde de domingo sorri uma cor para você - este é o resultado.

26 dezembro, 2009

Meu apego






Desapegar da alma é mais fácil que dos livros!

08 dezembro, 2009

Riples, riples


Come and go intermittently
The murkiness obscures while clairity ripples
Come and go densely  
come and go rippling, rippling

26 novembro, 2009

Eco and Narciso

I am Eco and Narciso
And where is my Nemesis?
I am word and image,
more word…
word… word… word…
Nemesis? Why do you desert me?
Is there anyone here?
Here? here? here?
And what comes?
Come... come... come...

The harm of existence

He could be who wanted. A lamented poet in your logorrheic writing to his beloved, a child whose owns fool speech and movements, a stunned man in his own conflicts, the elegance and grace itselves, or a failure. He only could not be just one thing temporarily. He ranged as the time and its fractions less than thousandths, more miniscule than thousandths, which makes a chameleon incorporate its hues; the wind goes around a corner and wanders into inappropriate thinking.

The man and his disturbance. Yes, he had character; yes, he was noteworthy but something affected him. He suffered instinctively. He himself felt sensitive of almost everything even for the moments of sullenness and severity. He had a good sense of humor, a great sense of humor, he would be able to beam radiantly if a puppy joked with him however, tears hastily would come to his face, not merry tears, not merry tears, not merry. Anyway, sank in crisis, he could be who he wanted: the poet and the child, the elegance and the failure.

He was drawn in miasma that touched everything around him. In his bulging, he could not bear himself who was boring and with a sigh and a weight in his semblance, bending the corners of the mouth, got things off his chest:

-Why so that human sensitivity if abjection is far more fascinating? 
 
He poured out his sorrows as if to reduce its load but he only managed to realize how much he was ill, how much he was affected and the weight of his conscience seemed to fall upon him. When he sank the weight of his body on his knees, wearing him out, it was as a ' c ', a ' c ' of carelessness and if curving a bit more, it was as a ' s ', a ' s ' of solitude. And so on, his disagreement collapsing with his body.


Despite the countless friends and circles he attended, his bareness wore to the bleak, to the devastation. He was unusual. Although several times he tried to get rid of his disease, his mood would not have allowed it. He knew that there was no cure, because there would not be a cure for his existential crisis and minding it, his life progressed tortuously.

Why struggle to change your nature when our fate can be written in the stars? Life is complex, unsung and paradoxical. Life is a moment which comes to pass once and can last for one day, half an hour or a hundred years. Nevertheless, all this time is magnificently equal - to live; to exist is the real simple sense of permanence. Ah! poor the man, poor the man who, like this, wishes to be whoever he aspired to and still try to find a reason to live.

17 novembro, 2009

Piscadela

 

Kandinsky

Vociferou seu amor à uma estrela
E ela, flamejante lá no alto
Quase não pôde ouvir

Não fossem os olhos do homem
Ardendo dentro de si

Ele jamais explodiria no
Amor que ela brilhou
Só pra si, só pra si...

Sem título


Van Gogh

O céu infinitamente negro
Dominou-se pelos lampejos
Incessantes das plêiades
Que alardavam em suas chamas
E brilhavam toda sua magnificência

Sob seu fulgor
Um poeta malogrado
Refletia no seu choro o céu chamuscado

Da plêiade mais distante
Dependeu-se uma estrela
Riscando os campos negros
Atingindo o pranto do homem
Agora, tudo era rastro
Tudo era poeira

(outro da safra de achaduras)

A ferida do ser



na boca,
o gosto de sangue
no sangue,
o fervor da vida
na vida,
a amargura do ser
de ser,
uma grande ferida


(poema antigo achado nas achaduras)

20 setembro, 2009

Imperatives


                                         Salvador Dali

Write
start a song
Sing
dance a song
move
do not stand like a tree
roots
swing
move
FinisH

18 março, 2009

Ela

























Ela fechou a porta com vagar extremo e se afastou, furtiva, como quem abandona um doente que acaba de adormecer à meia-noite. Àquela altura, o quarto atrás do seu calcanhar, escapara definitivamente de alcance. Do lado de fora, na rua, caía uma chuva, indômita, gris, que frutificava as propriedades sinistras do lusco-fusco. Num rompante, atravessou de uma calçada a outra se desviando dos carros congestionados e caminhou precipitada sob as marquises.

O café, atabalhoado de gente, parecia não se incomodar com a imagem da mulher revirando sua bolsa, arrancando lá de dentro um maço de cigarros amassado e molhado. Trêmula - de frio ou por conseqüência da decisão tomada há poucos instantes –, com a carranca pálida, manchada de maquiagem, mal sustentava o cigarro. A boca, miúda e fina – um traço, borrada da cor que deveria ser dona, tragava e lançava lufadas mortiças. Pediu e serviu-se de café com uísque. A luz, débil, que pendia sobre sua cabeça, estampava no cenho, mais acentuada, as expressões dolentes.


A noite rompeu imperiosa em sombras e néons. A calçada, molhada e suja, refletindo os faróis, era ferida com o pisar do salto trôpego, escarlate, envernizado. Os pedestres se esbarravam inevitavelmente. A mulher passava alheia a isso, heterogênea à massa. Sua dor não vestia seu corpo e ela cambaleava rua adiante. Seu trote, pasmódico, mole, não escondia - pelo contrário, alarmava a curva desenhada em seu dorso, arquejado, inflexível. Que mulher doente! Pensaria qualquer um se a notassem.


Uma mão se estende e prontamente pára o ônibus. Sobe. Parte saculejante o transporte carregando os conflitos e alegrias dos corpos de seus usuários. Para ela, o ônibus parece se arrastar. A criança, debruçada no banco da frente, exibe um sorriso que não pode ser para mais ninguém senão ela. O ônibus desce vertiginosamente a ladeira. Ela sente um gelo na barriga e chora.

19 novembro, 2008

A dor de existir²














Podia ser quem quisesse. Um poeta malogrado em sua escrita logorréica à sua amada, uma criança de fala e movimentos débeis, um homem atazanado em seus próprios conflitos, a própria elegância e cortesia ou ainda um fracasso. Ele só não podia ser apenas uma coisa interinamente. Oscilava como o tempo que em suas frações menores que milésimos, mais infames que milésimos, faz um camaleão incorporar suas matizes, o vento volver a curva e um pensamento vagar em despropósito.

Um homem e um distúrbio. Sim, tinha caráter; sim, era digno. Mas algo o afetava. Sofria irrefletidamente. Sensibilizava-se de quase tudo, embora, por instantes, revelava-se sisudo e severo. Tinha bom senso de humor, ótimo senso de humor, podia irradiar vendo um cachorrinho auferir-lhe gracejos; mas de vez por outra, no meio de um largo sorriso, suas maçãs se lavavam de um líquido choroso que, todavia não eram alegres. Não, não eram alegres. Mesmo assim, com toda a crise, podia ser quem quisesse: o poeta e o menino, a elegância e o fracasso.

Estava envolvido numa atmosfera de miasma, contaminando tudo a sua volta, e para tanto só bastava-lhe imaginar. No seu bojo, não suportava ser quem era e com um suspiro enfadonho, e um pesar no semblante, com os cantos tortos da boca, desabafava:

- Pra que tanta sensibilidade se a abjeção humana é bem mais fascinante?

Dizia isso no propósito de diminuir sua carga, mas só conseguia perceber o quanto estava doente, o quanto estava afetado, e o peso da sua consciência parecia cair sobre si. Quando afundava o peso do seu corpo sobre os joelhos, envergando-se, era como um 'c', um 'c' de carência, e se curvando mais um pouco, um 's', um 's' de solidão, sucumbindo com o corpo, o seu desacordo.

Apesar dos inúmeros amigos e ciclos que freqüentava, seu vazio avançava à obscuridade, à devastação. Era insólito. Bem que por diversas vezes tentou se livrar da doença, mas seu estado de espírito não lhe permitia. Sabia que não havia cura, porque não haveria uma cura para sua crise de existência, e sabendo disso, progride tortuosa a vida.

Por que ser o que quiser, se no fim não há uma razão? A vida se desvela complexa, incógnita, paradoxal. Um momento que se tem uma única vez e pode durar um dia, meia-hora ou cem anos. Mas de qualquer forma, todo esse tempo é magnificamente igual, o viver, o existir, isso sim é verdadeiramente o sentido da simples permanência. Ah, pobre do homem, pobre do homem que como esse, esteja disposto a ser o que queira e ainda tente descobrir razão de viver.

(²) - Essa é uma uma nova versão do primeiro conto que postei aqui. Para conferir o original é só ir ao primeiro post do blog. Algumas correções e corte das sobras que só faziam empobrecer o texto... quem sabe melhorou agora?

17 setembro, 2008

Ru-iv-a






















eu deveria ver ruivo?

multicolora!
ou deveria ver cores?

pouco ruidosa!
eu deveria imune?
cólera! eu deveria você!
sonora... implora... sai na chuva!
um ponto de ferrugem, pouco incomoda!
lava prato, me conta um segredo?

19 junho, 2008

Verborragias insanas resgatadas numa noite inquietante de uma conversa sem futuro




















Renoir_Promenade


Aí me ocorre uma falta de resposta. Eu fico pensando em algumas palavras pra dizer, mas eu nem sei o que; e fico com a obrigação de que seja bonito e provoque as melhores sensações. Mas acho isso impossível, porque vens em movimentos tão verdes que inspiram esperança e me deixam sem calço. Só me restam uns suspiros extasiantes, mas as palavras alcançam tantas dimensões e proporções que tens de saber do seu uso. E eu gosto tanto dos movimentos verdes, quando eles formam blocos grandes entre os meus azuis. Mas que movimento vacilante! intermitente. Os azuis se acabam chatos. Uns azuis, aqui, que ficam metidos a besta, querendo talvez impressionar ou seduzir, mansos, acabam na verdade dos verdes. E às vezes, eles se encontram e formam um novo tipo de cor, mais consistente, como se precisassem um do outro para não deixar de existir, e persistem.


Não parece verdade. É como se abraçasse uma vontade, mas aí já é verdade, não é? Uma verdade para ser eternizada. E o que cabe nesses momentos de imensidão eterna?

Amo quando eles passam da virtualidade, ultrapassam mais essa dimensão, completando contorno e preenchimento. Que eu divido, para não serem só meus - para que sejam nossos.


E espero!

02 março, 2008

Vitamina C


















Tempo fazia que ele andava com o coração nas mãos, a vagar de um lado para o outro a procurar por alguma coisa, algo que lhe fizesse enfim sublimar toda aquela condensação de dores remotas... dores que não lhe cansavam de atormentar os sentidos. Saiu de casa naquele dia sem grandes propósitos, encontrar amigos e sorrir eram os traçados planos. E menos ou mais os fatos assim aconteceram. Abraços mornos, líquidos sorridentes... ah! e a lua? Que ele nem poderia saber como viria iluminá-lo.

A realidade lhe parecia suspensa por algum tipo de bondade da vida, ela lhe sorria incansavelmente... mas, já havia a duvida de quem estava sorrindo pra quem. Os pés lhe davam a incrível sensação de flutuar loucamente sobre a sua própria vida: agente e platéia dela em um só instante. Seu coração encontrara, enfim, um momento de suspensão, de calmaria... e como ele poderia estar ali para todo o sempre. Fazer morada, juntar gravetos, reabilitar seu organismo.

O mundo naqueles instantes não passava de um algodão doce: uma lembrança morna da infância. Um sorriso roubado, escancarado em algum palco medíocre de circo, uma tabuada executada com perfeição, e até mesmo aquela dor sentida após a queda... mas aquela era uma queda lúdica. As cicatrizes hoje em seus joelhos são motivos de orgulho e não de paranóia.

Ele podia em qualquer lugar estar, mas o universo fez com que ali estivesse. E a sensação era de satisfação, uma vez que mesmo estando na terra, consegui submergir, adentrar na bolha desordenada e inebriante da felicidade. Por que não alguém para dividir esse pulsar? Um segundo corpo onde o sopro dessas palavras pudessem também fazer morada?

Ele fulgurava em tons de amarelo e encarnado diante da luz lunar e escondia um segredo no seu cenho e curvas risonhas de canto de boca. Fazia movimentos rápidos e curtos como se quisesse libertar algumas concordâncias, mas parava na levitação de nossos pés. E eu sustentava isso derramando doce da boca, lacrimejando caramelo e pincelando com as pálpebras, num movimento longo e lento – como se para concordar com os curtos e rápidos dele.

Fomos embora com a certeza de que outros dias viriam para sustentar tais momentos indeléveis. Como se registrássemos para uma fotografia que seria guardada num álbum de boas fotos, que puiriam com o tempo e formariam manchas amareladas e expressivas. Beberíamos dias de por vir, novos líquidos sorridentes entre amigos. Despropositadamente: num dia de domingo, num chá, num filme antigo, numa praça, num novo encontro, ao telefone ou por carta, num café e talvez muito por acaso ou não por acaso teríamos um momento revival, de transcendência mútua. Mesmo com os constrangimentos. Ele falaria do conforto de estar entre meus abraços duradouros e de minha fragilidade contra o mundo. E eu cairia num tempo sem medidas de permutas filosóficas. Falaríamos sobre o tempo e de como não ser absoluto, de como as noites despertavam e os dias nunca nasciam iguais. Sobre a cor azul e suas demasiadas formas interpretativas. E como isso estaria eternizado! Como fazer morada disso? Ele ia se despedir logo depois de um conhecido silêncio e voltaria de novo com seu segredo secreto. E num movimento de cadeia, os tempos formariam ciclos por através de vários momentos. Os ponteiros girariam grandes e volumosos círculos, entre vários ciclos, entre várias outras luas e até mesmo obscurecidos pelas nuvens pesadas e azul-acinzentadas de um dia de chuva, ou sob um sol de domingo. E eu me atrasaria nesse tempo enquanto ele se perdia entre passado e futuro, já que não conseguia coordenar o presente. E vagava em divagações... vagava entre ondas gorgolejantes de sofrimento e de não anunciação. Marés carregariam consigo o encanto das formações dos desenhos da areia, e das pedras, e da espuma que secava com o vento ‘briseiro’ de cada manhã litorânea.

(Pedro Carvalho e Daline Lucena. Ou seria Daline Lucena e Pedro Carvalho?)