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24 janeiro, 2007

O gato (aurora lunar)



A lua vigorosa e fumegante
Ardia em seu crepúsculo dourado
Laçando por entre feixes bem amarrados,
Na alta floresta de puros eucaliptos, luzes cintilantes

Vivendo tudo aquilo, as luzes e o crepúsculo
Esgueirava-se pela floresta
um gato tão pardo quanto a noite

Noite e gato fizeram-se um só
Negros como um poço sem fim,
Ou insólito como um campo espacial

Exceto pelos olhos do gato
Que gritavam na escuridão, fumegantes como a lua
Naquela noite houve três luas,
Duas, eram tangíveis

Um comentário:

Toinha disse...

Li este texto..e encontrei vc...rs..my endless Toinho...

Paz e bem

As cortinas se abrem
Eis que surge um novo poeta
Um palhaço
Um músico
um publicitário
e boa parte que agente não conheçe.
Ou será que a musica é céu aberto ?
E sabe usar as palavras
de jeito de criança
pega um bloquinho, monta um castelo
joga as peças pro ar ,cata as peças
e remonta diferente, e os opostos
se tornam distraidos e os dispostos
que se atraem .
(Fernando Anitelli)